
Drone marítimo Corsair,da Saronic Technologies — Foto: Saronic Technologies/Divulgação
GERADO EM: 09/06/2026 - 20:11
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Logo após a derrubada de um helicóptero americano pelo Irã na região do Estreito de Ormuz — que levou a um ataque de retaliação ordenado por Donald Trump —,os militares dos EUA revelaram que o resgate foi feito por um drone naval,uma operação (ao menos ao público) inédita e que dá pistas sobre os planos do país para a guerra do futuro.
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De acordo com a empresa Saronic Technologies,o Corsair,drone usado na operação desta terça-feira,tem 7 metros de comprimento,é capaz de levar cerca de meia tonelada de carga,autonomia de 1,8 mil km e velocidade máxima de 64 km/h. Não foram divulgados detalhes sobre como ele foi operado durante o resgate dos aviadores no Golfo,e não se sabe quantos estão em operação.
"O Corsair pode receber uma missão,sozinho ou como parte de um enxame colaborativo,e executá-la com mínima interação humana para deter ou neutralizar ameaças adversárias em um alcance de 1.000 milhas náuticas",disse a Saronic em um comunicado à imprensa. "Empregando comunicações redundantes e capacidades de percepção passiva,o Corsair pode identificar,rastrear,seguir e interceptar alvos de forma autônoma em ambientes contestados e com comunicação negada."
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No final do ano passado,a Marinha anunciou um contrato de US$ 392 milhões para a produção do modelo. Após uma bem-sucedida rodada de financiamento,finalizada em março,a Saronic anunciou que seu valor de mercado chegou a US$ 9,25 bilhões,e que poderia ampliar sua capacidade de produção para milhares de unidades por ano.
Em uma apresentação do Corsair,em 2024,o presidente da Saronic,Tim Mavrookas,disse ao portal Axios que "no fim das contas,a mudança no campo de batalha marítimo depende da escala",e que “tudo o que fazemos é pensando: 'Podemos chegar a milhares [de unidades]?'". Mavrookas é eterano da Marinha e ex-integrante do SEAL Team Six,uma das unidades mais especializadas das Forças Armadas dos EUA. A empresa espera disponibilizar ao menos três novas embarcações não tripuladas — a maior delas,o Marauder,tem 45 metros de comprimento e autonomia de até 10 mil km.
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Ao mesmo tempo em que países como Irã,Ucrânia,Rússia e China ostentam sua indústria de drones como orgulho nacional,os EUA — país pioneiro no uso de equipamentos não tripulados em ambientes de guerra — os trata com ares de sigilo.
Uma das iniciativas do Pentágono para tentar diminuir a distância em relação a outros países no campo dos drones foi anunciada em 2021. Baseada no Bahrein,a Força Tarefa 59 recebeu a missão de operar equipamentos existentes,desenhar modelos e formatos de uso na região do Golfo Pérsico e explorar novos conceitos de operações navais e aéreas.
Na ocasião,o hoje chefe do Comando Central dos EUA,Brad Cooper,disse à agência Associated Press que os drones navais eram prioridade da Força Tarefa 59. Os equipamentos hoje são usados em missões para encontrar minas navais,vigilância e monitorar potenciais ameaças. Alguns já foram adaptados para funções de combate.
— Queremos instalar mais sistemas no domínio marítimo,acima,na superfície e abaixo do mar — afirmou Cooper. — Queremos mais pessoas observando o que está acontecendo lá fora.
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A primeira vez que o Pentágono confirmou o emprego de drones navais em um conflito foi em março,através da agência Reuters,durante operações de patrulha. Essa ação,assim como o resgate desta terça-feira,foram coordenados pela Força Tarefa 59.
“As forças americanas continuam a empregar sistemas não tripulados na região do Oriente Médio,incluindo drones de superfície como o GARC. Esta plataforma,em particular,registrou com sucesso mais de 450 horas de operação e mais de 2.200 milhas náuticas durante patrulhas marítimas em apoio à Operação Fúria Épica”,disse Tim Hawkins,porta-voz do Comando Central dos EUA,em comunicado à Reuters em março.
Citado por Hawkins,o GARC,sigla em inglês para Embarcação de Reconhecimento Autônoma Global,é um drone naval que enfrentou uma série de problemas na fase de testes e operação,e é tratado pelo Pentágono como um equipamento em desenvolvimento.
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